
Manipulável, maleável, persuasão, já ouviu falar em pessoas assim? Claro. Existem muito mais fantoches no mundo quanto se pode imaginar. Afinal se não fosse este tipo de pessoas o mundo não seria o que é hoje, e a história seria contada de uma maneira diferente, para não dizer extremamente diferente. Ao longo dos anos persuadimos as pessoas com quem convivemos dia após dia, com um mínimo de lábia conseguimos o que queremos. Mesmo quando a dita cuja jura não cair em tal artifício. Ledo engano. Descobri dia destes que até uma pedra na sua dureza é capaz de ser moldada a gosto. Basta pegar um bom martelo, um pouco de paciência e se chega ao ponto ideal. Falando, ou melhor, escrevendo assim pode parecer cruel ou falta de caráter, mas convenhamos que na vida precisamos fazer escolhas e para tal inconscientemente situações e pessoas estão sendo moldadas, manipuladas uma a gosto do outro, isto é sociedade, isto é viver em conjunto. Não tirando aqui o mérito (posso assim chamar?) de pessoas extremamente inteligentes, que fizeram grandes feitos manipulando todos a sua volta. Para o bem ou para o mal. (Se bem que na história, a manipulação para o chamado mal, tem mais histórias de, digamos sucesso). Hitler é o exemplo clássico de manipulador, inteligente, conseguiu virar o mundo de cabeça abaixo, para conseguir o que ele conseguiu, persuadiu muitos sem dúvida. Agora o que acontece com pessoas assim a longo prazo? Ficam cegas. Cometem erros inimagináveis. Ganância mais inteligência é igual à cegueira. Não existe fórmula perfeita para conquistar tudo o que se quer. Não existe fórmula para tornar a vida mais fácil. Apesar do ser humano em si ser tão fácil de moldar, todo cuidado é pouco. Ao mesmo tempo que é maleável, é traiçoeiro e hipócrita.

Respostas. Ninguém vive em função delas, mas tê-las é sempre bom. Virou obsessão para tudo quero resposta. Não me venha com meias palavras, se você fez algo eu mereço uma resposta no mínimo convincente. Se alguma coisa mudou, eu preciso saber. De todos os tipos, de todas as áreas. Dizem que quando temos respostas podemos crescer mais, aprimorar mais tudo o que fazemos. Não é de graça que a pergunta que mais frequente quando criança é “por quê”. Naquela fase de descobrimentos. Penso que cresci, os anos passaram, mas continuo nesta fase, afinal a vida seria demasiadamente sem graça se não tivesse esta sede de coisas novas, esta necessidade de respostas. Conhecimento. Mais importante do que elas são as perguntas. Sem perguntas não há respostas. Viver em um emaranhado de perguntas, todos nós vive, algumas sem respostas, o que é irritante, ou não. Pensando por um lado, se tudo fosse milimetricamente respondido cairia na parte “vida sem graça”, sem conhecimento a ser absorvido. Na verdade o que me levou a escrever este texto é o porquê o meio em que vivemos transforma tanto as pessoas? Não fisicamente, claro, alterações assim não contam. Adaptar a costumes, hábitos diferentes é normal, mas quando passa a afetar a personalidade é que eu não entendo, queria saber por quê. É normal que mude bastantes coisas quando mudamos de ambiente, de convivência, mas nem por isso deixamos de ser quem somos, de gostar das coisas que sempre gostamos. Mesmo que isso custe uma possível amizade, não mudaria simplesmente por questões superficiais. Quem muda radicalmente, deve ter um bom motivo, queria tanto ter algumas respostas. Respostas que não são apenas palavras, ou justificativas, respostas que possam mudar e agregar conceitos. Afinal metade do que sou hoje é fruto de construção através de respostas, de perguntas, e amanhã espero ser um pouco mais do que hoje, claro em questão de conhecimento.
Ps: São tantas perguntas, tantas curiosidades, e infelizmente não posso apenas perguntar, seria descabido da minha parte. Coloquei seguidores no meu blog, através do Google Friend Connect, qualquer site, de qualquer servidor pode ter. :)
Já escrevi um texto sobre fotografia, onde dizia o quanto eu gosto de fotografar, lugares e algumas vezes pessoas, mas nunca eu mesma. Tento, tento e não consigo. Tiro muitas fotos e deleto a maioria e o que sobra muitas vezes é colocado no fundo de mil pastas no computador, numa espécie de arquivo ultra secreto. Aliado com viagens a fotografia pode virar fonte de renda, são muitos os casos que conheço de pessoas que rodam o mundo vendendo suas fotos, algumas até abrem agências de fotografia. Muito mais que um retrato estacionado do tempo, as fotos captam aquilo que no cotidiano não temos tempo e nem sensibilidade para perceber. As marcas no rosto de uma pessoa, o brilho, a transformação que lugares e pessoas passam. Detalhes de um todo, captados e eternizados. No inicio tirar um foto era uma tarefa de paciência e um artifício raro, com o tempo e a modernidade tudo ficou mais fácil, a essência é a mesma para quem realmente enxerga além do pedaço de papel. Apesar da banalização e dos álbuns lotados de fotografia, ainda encontramos raridades, e hoje minha vontade e ter sempre um câmera em mãos, com toda correria, provas e uma vida de estudante, me limito a admirar a obra alheia, são diversos os sites especializados, com coleções completas de pessoas desconhecidas. Perco horas escolhendo e vendo por diversos ângulos cada uma, num futuro próximo pretendo analisar minha própria obra, e quem sabe não largo tudo por um tempo.

Viagem a Sp
Viajar sozinha sempre foi um sonho, a atmosfera que se cria é diferente, é única. Estava na dúvida sobre ir ou não, mas existem certas coisas que não podemos deixar de fazer. Conferi a conta bancária, já tinha comprado os ingressos, mais um motivo para não desistir. Coloquei o básico na mochila, enrolei as bandeiras, prendi na parte da frente da mochila. Quinta feira passei no banco, depois comprei a passagem. Sexta de manhã embarquei para São Paulo, desembarquei em Congonhas onze e pouco, transito cheio, cheguei ao hotel. Minha viagem tinha começado e bem. Apesar da chuva o fim de semana foi muito bom, no autódromo todo aquele movimento, o barulho dos motores, só quem gosta de Fórmula 1 entende. Os preços exorbitantes nas lojas das equipes não me desanimaram, afinal eu já sabia, comprei uma blusa da RBR. Ferrari os olhos da cara, Brawn idem, a mais em conta era a Renault, será porque né? A tarde foi aquela coisa, chuva, chuva esperando terminar o qualifying, pode parecer egoísta mais queria que alguns pilotos ficassem no fim do grid, assim do setor A conseguiria vê-los. Não vou entrar mais em detalhes porque a maioria dos meus leitores não acompanha Fórmula 1, então seria até chato. O que posso dizer é que domingo foi ainda melhor, sem chuva, desfile dos pilotos, e um grupo de espanhóis, meio chatinho, mais no fundo se mostraram legais. Uma viagem para eu não esquecer nunca. O que lamento e não ter ficado junto com o pessoal da comunidade, ano que vem estou eu de volta em Interlagos. E claro até lá pretendo cobrir o rombo orçamentário. Rs. Passagem de avião para São Paulo, R$250,00 no Mastercard, Ingressos para o Gp do Brasil, R$600,00 no Martecard, o barulho dos motores na hora da largada, não tem preço.
Ps: Domingo dia 25/10 meu blog comemora 2 anos de vida, mudou bastante desde aquela quinta feira em 2007, muitas visitas, muitos textos e não consigo mais viver sem, as vezes fico sem postar e isso me deixa agoniada, fico muito feliz pela data e agradeço a todos que visitam meu blog.

Quando a gente faz uma coisa tem um por que. Tudo tem. Hoje com a ideia de que “tudo pode” porque não há punição se espalhou. A consciência do mal, do bem, do que é certo está sumindo. Tudo é normal, a pessoa pega uma arma atira para todos os lados, a esmo, matando inocentes. Espancar, entre outras barbáries. Quando homens amarram bombas na cintura e explodem prédios e metrôs, eles têm de um modo distorcido, um motivo, “estou fazendo isso em nome de Alá”. Quando ativistas matam, é por uma causa política, mas o que vemos hoje é o mal sem motivo, a maldade em seu estado mais torpe. Não é a banalização do mal é o prazer em se fazer o mal. A forma gratuita, sem porquês. Não procuro entender o que pensa um ser humano que age de tal forma. O que me pergunto é o que nós pessoas de consciência, de caráter fazemos se na rua topamos com uma pessoa desta. Não existe nem sombra de culpa, de dúvida, é o mal do divertimento. Ainda me pergunto o que fazer com um “ser humano” que enfia um tiro na cabeça de um bebê no colo do pai, só porque este não tinha o “dinheiro do assalto”, o pobre desempregado que viu seu filho ser atingido de graça. Pena de morte seria pouco, mais justificável, não temos soluções. Enquanto isso no planalto o senhor presidente compra armas e aviões para uma guerra invisível. E o mal, este é de graça, sem destinatário certo, afinal o que importa?
Ps: Visitem o Cosmopolitan Ice, toda semana com duas entrevistas novas. Escrever este texto mostrou o quanto eu tenho a dizer, não posso mais ficar longe deste blog, afinal são quase dois anos muito bem sucedidos. Enfim no mais tardar postarei de dois em dois dias.
Muitos dias longes, longe para pensar, para mudar conceitos, neste dias eu fiz de tudo um pouco e principalmente eu mudei. Estava muito aflita e inquieta pensando o que as pessoas estavam pensando a respeito do que eu fiz ou deixei de fazer. Pelo o que havia dito. Mas passou e hoje estou mais preocupada em cuidar do que é meu, e por isto eu entendo cuidar das minhas amizades, e dos detalhes da minha vida. Estudar tem sido prioridade, e cada vez mais penso que acertei na decisão. Quanto menos eu penso na opinião alheia mais eu atraio coisas boas.
O tema desta semana do Blorkutando é mudança, e queria mesmo escrever sobre o quanto as mudanças acontecem sem ao menos nos avisar. Ou o quanto a gente procura caminhos diferentes e a vida insiste no mesmo. Mas por enquanto é isso, lá pela meia noite eu volto com um texto. Ah meu blog de entrevistas já está no ar, Cosmopolitan Ice.

Curiosidade I
Pensei muito sobre o que escrever. Pensei em escrever sobre como contar uma verdade pode ser um suicídio moral, e pensei em escrever sobre o motivo que nos leva a começar uma relação. Enfim vou falar sobre um pouco de cada um. Você sabe de uma coisa, um segredo bombástico e que o certo seria todos saberem, mas você tem muito a perder se tudo vir à tona, mas mesmo assim conta para todo mundo. Por pura vingança é que não é. Por consciência pesada também não. Sinceramente eu não entendo. Algum motivo tem que ter, e um motivo grave. Se a história toda já passou, se poucas pessoas estavam envolvidas, porque tirar tudo debaixo do tapete, e este “porque” que me intriga. Eu jamais contaria por estes motivos, não vou puxar o tapete só da pessoa, eu vou estar em cima dele também. E alguém com o mínimo de esperteza saberiam que isto é suicídio moral. Pura curiosidade eu sei, mas queria mesmo saber.
Curiosidade II
Começamos um relacionamento por quê? Porque queremos ser amados, porque temos milhões de afinidades, porque não vivemos sem a outra pessoa. Muito complicado pro meu gosto. Ainda na lista das minhas curiosidades queria mesmo saber por quê. Vejo casais tão estranhos, distantes ou sem um pingo de harmonia e fico me perguntando o que os levou a juntar os trapinhos. Pessoas que seriam mais felizes separadas, pelo menos para quem vê de fora. Tem alguma ligação mágica entre eles? Alguma macumba que não permiti a separação sabe lá... Pode ser o sexo que é muito bom, mas eles parecem tão frios. Parece loucura discutir a relação alheia, às vezes discutindo a dos outros encontramos a solução para a nossa quem sabe. Não acho um motivo justo, além do sexo, para eles continuarem juntos. De uma maneira muito estranha, e principalmente oculta o relacionamento dura. Antes de começar, quero ter no mínimo dez motivos, bons motivos para começar. Para que estragar o tal sentimento oficializando (aquela frase que todos consideram muito importante). Com ou sem ela, continuo gostando de estar junto, gostando do silêncio, das músicas, e dos olhares. Voltando a DR alheia ainda vou perguntar o porquê a eles.
O que mexe com o seu orgulho? Na cultura de vários outros países o patriotismo é algo natural, algo que nasce arraigado. Vemos através de ações o quanto isto tem significado para eles. O exemplo mais conhecido de patriotismo é os estadunidenses. Não entrando no detalhe da questão o que quero dizer é que nos brasileiros ainda não estamos acostumados a ter este orgulho, batermos no peito é dizemos sou brasileiro acima de qualquer coisa. Nosso país não é um modelo de várias coisas, temos violência, temos corrupção e inúmeras falhas, mas qual país não tem? Nossa identidade vem deste lugar, tudo que somos, culturalmente, como pessoas, cada detalhe nos torna brasileiros. Por mais que você tente, negue e se aperfeiçoe na arte de não ser brasileiro, de qualquer lugar no mundo, um gesto uma ação vai te entregar. A não ser que você mude ainda criança para outro país. Do contrário são mínimas as chances de você ser um cidadão do mundo e não um brasileiro. Sotaque, costumes, hábitos são só os óbvios que serão notados. A felicidade, a música, o tamanho continental do nosso Brasil, a fauna, os esportes, a miscigenação. Somos fortes, persistentes. Misturados, capazes, inventores. Na realidade. Somos brasileiros. Devemos respeitar e ter orgulho da nossa pátria. Erros, tropeços, todo país tem, se não mudarmos este conceito torto não progrediremos. É isso que todos queremos um país melhor de todas as formas. E para diminuir isto nada melhor do que ensinar desde pequeno o que é ser um patriota, o que é ter uma nação para chamar de sua. Que as crianças e jovens respeitem tudo o que é ser brasileiro. Brasileiro é muito mais que o jeitinho, e muito mais que a esperteza por debaixo dos panos, respeitemos o nosso eu. Que cada um aprenda que somos o índio, o negro, o italiano, o japonês, o alemão, o português, o espanhol, somos o melhor desta mistura, esta é a nossa identidade. Mudar a maneira de pensar é o primeiro passo para mudar tudo.
Qual a melhor maneira de tomar uma decisão? É tão simples vendo de fora, mas escolher entre a e b não é nada simples. Entre um amigo e outro, entre ir e ficar.
Tanta coisa diferente poderia acontecer, uma realidade paralela. Sabe os “déjà vus”, então tenho a teoria de que são oportunidades de vermos por um breve espaço de tempo como seria com a outra escolha. Aquela sensação de que já vivemos isso, e de fato na outra escolha, seria tudo diferente. Se existisse a chance... Como na hora de ver um filme, veríamos um trailer daquela escolha. Claro não teria graça tirar o gosto do momento que descobrimos ter feito a escolha certa. Por outro lado, entre um tratamento de uma doença, entre contar a amiga que o namorado deslizou... Não existe fórmula para acertar, ou escolher mais rápido, esta coisa de pensarmos bem muitas vezes estraga tudo. São tantas descobertas da ciência que não estranharia se uma destas opções que citei virasse realidade. Há um tempo era loucura falar em vários assuntos que hoje são mais que novidades da tecnologia são realidades úteis, penso os indecisos e até os decididos não se importariam em ter a chance de escolher com mais precisão. Quando a dúvida fica na nossa cabeça por dias, e vários caminhos são possíveis é insuportável, o dia fica chato, tudo parece rotina. E sinceramente viver um mesmo ciclo toda semana, ou pior todo dia não dá. Não faz bem ficar incomodado seja por uma coisa importantíssima ou uma coisa banal. Se estiver chateando tem que ser escolhido. Queria tanto ser menos indecisa. Queria tanto uma pílula da decisão, e com uma grande margem de acerto. Enfim, sinceramente se não tiver uma grande “iluminação” vou fazer dois pedaços de papel por num potinho, sacudir e pronto, uma resposta.
Ps:Constatei esta semana que os jovens não querem nada com assuntos sérios, o tema da 49ª semana do Blorkutando é delinqüência, suas formas, e vandalismo, e a participação está bem abaixo do normal, muito abaixo. Coisa feia gente, escrever sobre assuntos sérios faz bem ao cérebro de vez em quando. Esta semana vou começar um blog de entrevistas, uma por semana, eu convidarei uma blogueira por semana. Falaremos de vários assuntos.
Amanhã eu começo, juro que sim. Quem nunca abriu a boca para falar que segunda começa alguma coisa? Ou que amanhã eu faço. Num misto de preguiça, cansaço e falta de tempo. Sabe os dias que temos uma vontade imensa de fazer mil coisas, mas ao mesmo tempo uma preguiça, uma não vontade de fazer isto ou aquilo. Pois bem, tudo fica para segunda, seja o regime, seja estudar mais. Prorrogar as coisas é o esporte favorito da maioria. O que gostaria de saber é em que época da historia começou esta mania de deixar tudo para segunda-feira ou para amanhã. Seria apenas uma maneira de prolongar tudo ou apenas hábito? Na hora em que você decide isso é tudo ótimo, mas depois você vai pensando em quantas coisas que tem para fazer no tal depois, e começa a ansiedade. Neste meio tempo sofremos por antecipação o cansaço de muitas coisas a fazer. Na verdade este costume nada mais é do que tortura. Sabemos que deixar para depois vai ficar incomodando, e ao mesmo tempo queremos descansar. No fim das contas a situação piorou mil vezes do que se a gente tivesse feito tudo no dia certo. Depois de uma semana às avessas, quero muito um ritmo, uma rotina mesmo alucinante, com tempo para respirar e fazer tudo na sua ordem. Sem preguiça, sem ansiedade. Sem culpa.
Ps: Tudo que deixei para “amanhã”, “depois”, ou “segunda” estou tendo que fazer hoje, com muito menos tempo.
Lembrar é ótimo, uma forma nostálgica de reviver as coisas. Quando estamos de mudança ou fazendo uma simples arrumação, encontramos fragementos. Coisas guardadas em caixas. Cartas, agendas, fotos, bilhetes, de tudo um pouco,acho que todos nós guardamos essas coisas. Encontrei a caixinha, de madeira, cheia de adesivos, e só daí já comecei a lembrar. Coloquei-a de fora da bagunça, propositalmente talvez. Só sei que mais tarde revirando aquelas coisas, lembrei de coisas boas, que todo mundo lembra. Amigos, datas especias e cheguei àquela pilha de cartas, e aquele chiclete, lendo aquio tudo, tendo fleches de cada uma delas, me pergunto se algum dia, por um único dia, daqueles dois anos e meio, você me amou, ou menos, gostou realmente de mim. A distância, suas desculpas, foram longos aqueles dias. Eu era feliz? Por fora, tentava ser o máximo possível, vendo de longe a situação, reluto em admitir que se você gostasse ao menos um pouquinho de mim, você não teria feito aquilo, e aquilo, ah! E aquilo também... São tantas as coisas que outra pessoa jamais perdoaria, maldita a hora que eu abri aquela caixa, e aquelas memórias voltaram e permaneceram. Por uma semana, obriguei-me a reviver aquilo tudo. Inevitável. Sem lembranças não teríamos um presente, depois de tanto me culpar por tê-la aberto, agradeci, e fecheia para nunca mais abrir. O pior desta história toda, foi a última lembrança que tive daquela caixa, sem menos um adeus, a doença nos separou, quer dizer, ela me libertou de certa forma de você.

Segredos, os nossos segredos de cada dia. Aqueles escabrosos que o normal é esconder de todos, bom aqueles não tem um valor muito grande. Aquela pessoa que eu admiro em segredo, ou aquela música, secreta, que nem mesmo meus amigos sabem que eu ouço. Pequenas coisas do dia a dia, segredos. Observar as pessoas na rua e tentar desvendar estes segredos. Se você reparar bem, vai ver que a moça da padaria está sempre tirando balinhas do bolso. Ou que o rapaz da banca guarda um exemplar da revista “x” debaixo do caixa toda quinta feira. Coisas normalmente transparentes para maioria. A distração é fato comum aos caçadores de segredos. Confesso ser uma e confesso ter muitos destes “segredos”. Torcer em segredo, ter um amigo em segredo, mesmo este amigo não sabendo que considero ele um amigo. Um pequeno e paralelo mundo, que por questão humana todos nós temos. Para alguns é um mundo bem vasto (os discretos) e para outros um pequeno segredo basta. Podem chamar de intimidade, do que quiser. Faz bem tê-lo. O problema, é quando este mundo é descoberto. Parcialmente. Quando uma coisa ruim acontece, e inevitavelmente todos percebem. Mas hoje este meu pequeno mundo sofreu um dano, uma quase descoberta. Não estou me queixando, só queria acordar amanhã, com ele intacto de novo. Os meus pequenos, segredos, detalhes de uma vida em particular.
Foi uma vontade, vinda não sei de onde que me fez devanear por estes pensamentos, se eu dormisse hoje, sábado de 2009 e acordasse em algum lugar por volta do século XVIII ou XIX. Sempre tive estes pensamentos, já quis muito viver na Idade Média, mesmo não sendo a melhor época para uma mulher viver. Já quis viver o Renascentismo. Mas é neste período que queria ter a chance de viver, nem que por um breve momento. Usar vestidos longos, cabelos cacheados sem o menor problema, usar espartilhos apertados, ir a bailes da alta roda da sociedade, e principalmente contar ao mundo o que viria, não tirando o mérito de seus inventores ou descobridores. Iria escrever sobre o mapeamento genético, muito antes do acontecido, inventar o avião, bem antes de Santos Dummont, prever acontecimentos como e eleição de um negro nos EUA, tentar evitar as grandes guerras. Mas é claro isso não seria tarefa fácil, seria tachada de louca, maluca, insana no mínimo. De alguma forma deixaria documentado tudo que eu dissera para num futuro próximo todos terem certeza de que não eram simples maluquices. Escreveria romances baseados em fatos futuros reais. Viveria um grande amor proibido aos moldes antigos. Com certeza seria uma mulher a frente do meu tempo, aproveitaria as diferenças e se tivesse que voltar, o faria feliz. Como sempre digo me fascina o passado muito mais que o futuro, às vezes tenho certeza que nasci na época errada, mesmo nascendo em outra época seria descontente, queria viver cada uma delas desde o antigo Egito, passando pela grande fase das monarquias, até o futuro de máquinas modernas. Queria mesmo ser imortal? Não, queria chegar aos 25 anos e parar ali, não envelhecer mais, o que me possibilitaria ver para sempre grandes feitos e acontecimentos. Infelizmente não passa de um texto viajante, vou ficando por aqui, pensando, e se fosse verdade...

Influências da mídia todos sabem que existe, e o quão improvável é não adotar algo que vemos na televisão. Vender o produto ficou fácil, de telenovelas a noticias duvidosas o povo compra, são como crianças diante do doce, a mídia televisiva não tem muito trabalho. O próprio povo já comprou essa ideia. Do cabelo da novela x, ao bordão da novela y. Inocentes influências. Sim inocentes.
Você se lembra da morte da menina Eloá em outubro passado? Claro, quem não lembraria, com uma cobertura intensa e exagerada da mídia. Após a morte cerebral da menina, a família doou os órgãos, e lá estava a mídia divulgando cada detalhe deste processo, pessoas culparam-na por de certa forma informar o bandido do que acontecia do lado de fora. Poucos sabem que depois disso o número de doações de órgãos aumentou consideravelmente. Todo aquele circo exerceu uma importante função, uma boa influência.
Você se lembra da morte da menina Isabela? Atirada da janela do sexto andar, pelos pais, sim este caso também explorado pela mídia, gerou um crescente caso de crianças arremessadas pela janela, casos não divulgados com tanta grandeza, mas que aconteceram. Neste caso má influência.
Não são só novelas, bordões e estilos que formam um pensamento Quando uma pessoa se propõe assistir televisão, ela se sujeita a todo tipo de influência, boas ou não, eles estão lá, não é culpa da imprensa, não é uma coisa proposital. Todo mundo tem que vender seu peixe, se isso vai mudar ou não a personalidade de quem está assistindo já é outra história, se essa pessoa não copiar da televisão, copia da rua, de qualquer outro lugar. A falta de personalidade só é mais evidente quando pegamos a televisão como exemplo.
Pauta do Post It
Humor oscilante, quem não tem? Aguentar a agitação e as pequenas coisas que não dão certo no dia a dia com um sorriso no rosto é quase impossível, manter o sorriso e a paciência é impossível. Ser uma pessoa sem humor também não funciona, pior que mau humor é a falta total dele. Uma coisa que pessoas bem humoradas têm em sobra é paciência, artefato em escassez. Partindo deste ponto faço o possível para manter um humor saudável, o que torna a convivência comigo uma coisa quase fácil, se não fosse outros motivos. Por convivência fácil entenda que eu deixo passar pequenos problemas. Mas bobo é quem pensa que uma mulher possa ter sempre o mesmo humor. E principalmente não confunda humor com paciência, pois podemos muito bem ter um em sobra e outro não. Necessariamente devíamos ter este conjunto sempre em harmonia. Ainda bem que existem modos de estabilizar isso tudo, depois de um dia de cão, nada melhor que sossego, terapias, que vão do chocolate, banho quente a jogar as coisas longes, xingar o vizinho... No último caso só férias mesmo para resolver problemas deste tipo. E mais uma coisa, minha quarta feira foi péssima.
Queria fazer uma ressalva aqui, esta semana ocorreram vários casos de Plágio! Isso mesmo Plágio, se você sabe de algum caso de plágio, denuncie! É crime, é feio, e desnecessário! Gente não há motivo para levar certas coisas para frente, quem fez tem admitir o erro, tirar do ar a cópia e seguir em frente, quanto menos se fala no assunto melhor, só expressei minha opinião...
Como saber se a gente está sendo inconveniente? Sinceramente a gente sabe, mas tem coisas que parecem inocentes quando falamos, mas não é nem um pouco e só depois de dizer que percebemos isso quando percebemos. Nesta situação eu sei bem o que fazer, aliás, muitas vezes eu nem sei se fui eu a inconveniente, o que acontece é um mal estar no ambiente. Uma coisa é certa, sempre respondo de maneira “sutil” a uma gafe, tento corrigir para a pessoa, é automático. Pena que nem sempre a pessoa se liga. O que ela falou foi “o que há de sem noção” e ela insiste no erro ou no assunto. Já passei por situações desagradáveis de quase perder amigos por conta disto. Só penso que se acontecer de eu falar uma coisa equivocada, gostaria muito de ser informada. Mesmo que seja quase irreversível tenho o direito de saber o que causará o afastamento de tal pessoa.

Como é difícil comprar livros estrangeiros aqui no Brasil, não digo de encontrá-los, tem algumas livrarias que você acha principalmente em cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Rio. Esta semana consegui comprar dois livros excelentes em alemão e por um preço considerável. Para terem um ideia um livro edição mais ou menos nova sai em torno dos 70/90 reais. Muito caro. Olhando uma edição mais antiga você consegue por 45 reais. Acho um absurdo. Até livros publicados aqui mesmo está muito caro. Supondo que compremos 4 livros por mês, olha o quanto você não desembolsa? Segunda mão? Pode até ser, mas encontrar um bom sebo é difícil. Gosto muito de ler, de uns quatro meses para cá dobrei a quantidade de livros. E não quero parar por causa disso. Ando procurando bons títulos, alguma sugestão? Estou investindo em livros estrangeiros, por incrível que pareça é um pouco diferente. Por falar nisso, a capa da série Crepúsculo é muito diferente, Se quiserem dar uma olhada.